domingo, 25 de maio de 2014

História da Arte - Resumo

História da Arte Ocidental - Resumo



História da Arte


A "história da arte" é uma ciência multidisciplinar que procura estudar de modo objetivo a arte através do tempo, classificando as diferentes formas de cultura, estabelecendo a sua periodização e salientando as características artísticas distintivas e influentes. Veremos a seguir os principais períodos e correntes artísticas que influenciaram a cultura ocidental.

Arte na Pré-História (25000 a.C.) - A ARTE PRÉ-HISTÓRICA foi a produção cultural dos homens da pré-história, a partir dos desenhos, símbolos, riscos etc, coloridos ou não nas paredes das cavernas. Também era usado como meio de comunicação. Embora esse período seja chamado de Pré-Historia, não é correto chamá-lo assim, porque, não existe anterioridade à História e sim à escrita. No entanto existia uma forma de comunicação chamada de pintura rupestre ou gravura rupestre, que podem ser considerados como a "escrita" dos homens pré-históricos. Esses desenhos ensinam muitas coisas sobre os homens primitivos, como, por exemplo, que eles eram animistas, ou seja, acreditavam que os elementos da natureza, como a água, o sol, o fogo, a terra, e outros. Muitas dessas figuras mostram cenas de caça ou de adoração aos deuses. Os desenhos nas paredes também serviam para mostrar aos deuses os animais que eles queriam caçar.  Observando as estatuetas, percebemos que retratam somente figuras femininas, com formas arredondadas e fartas (seios e nádegas avantajados) e onde eram valorizados os órgãos reprodutores.

A ARTE ANTIGA refere-se à arte desenvolvida pelas civilizações antigas após a criação da escrita e que se estende até o paleocristão.

Arte Mesopotâmia (4000 a.C.) – Os povos mesopotâmios (civilizações que se desenvolveram na área das terras férteis entre os rios Tigres e Eufrates) eram compostos pelos povos sumérios, os assírios, os babilônicos e os persas. As principais manifestações da arquitetura mesopotâmica eram os palácios, em geral muito grandiosos. Como não havia muita pedra, as paredes tinham que ser grossas, pois eram feitas de tijolos, ladrinhos e argila.  A construção mais representativa era o “Zigurate”, construção de vários andares – sete em geral sobre a qual havia um altar para observar o céu. Os escultores representavam o corpo humano de forma rígida, sem expressão de movimento e sem detalhes anatômicos (pés, mãos e braços ficavam colados ao corpo, coberto com longos mantos; os olhos eram completados com esmalte brilhante). As estátuas conservavam sempre uma postura estática ante a grandiosidade dos deuses. A arte demonstra a religiosidade e o poder dos governantes. São figuras religiosas de animais alados, estatuetas de olhos circulares, relevos em paredes representando guerras e conquistas militares e pictogramas representando fatos da realidade daqueles povos. Neste período o homem dominou com precisão a técnica fundição de metal, assim também se criou muitos objetos, esculturas e jóias com metais e pedras preciosas.

Arte do Egito (3000 a.C.) - No Antigo Egito as obras de arte possuíam um possui forte caráter religioso e funerário. Essas características podem ser explicadas em função da crença que os egípcios tinha na vida após a morte. Há representações artísticas de deuses, faraós e animais explicadas por textos em escrita hieroglífica. As pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides ou em papiros. Representavam o cotidiano da nobreza ou tratava de assuntos do cotidiano. Uma das características principais da arte egípcia é o desenho chapado, de perfil e sem perspectiva artística. A Lei da Frontalidade funda-se no princípio de valorizar o aspecto que mais caracteriza cada elemento do corpo humano. Desenhado de perfil, o rosto é mostrado ao máximo. De frente, se resume a uma oval. No rosto de perfil, o olho é representado de frente, por ser este seu aspecto mais característico e revelador. O tórax também apresenta-se de frente, e as pernas e os pés, onde apenas se vê o dedo grande, são vistos de perfil. 

Arte na Grécia Antiga (2000 a.C.) - Os artistas gregos buscavam representar, através das artes, cenas do cotidiano grego, acontecimentos históricos e, principalmente, temas religiosos e mitológicos. As grandes obras de arquitetura como os templos, por exemplo, eram erguidos em homenagem aos deuses gregos.  Um dos templos gregos mais conhecidos é a Acrópole de Atenas, que foi construído no ponto mais alto da cidade, entre os anos de 447 a 438 a.C.

A arquitetura grega antiga pode ser dividida em três estilos: Coríntio, Dórico e Jônico. A pintura grega também foi muito importante nas artes da Grécia Antiga. Os pintores gregos representavam cenas cotidianas, batalhas, religião, mitologias e outros aspectos da cultura grega. Os vasos, geralmente de cor preta, eram muito utilizados neste tipo de representação artística. Estes artistas também pintavam em paredes, principalmente de templos e palácios. As esculturas gregas transmitem uma forte noção de realismo, pois os escultores gregos buscavam aproximar suas obras ao máximo do real, utilizando recursos e detalhes. Nervos, músculos, veias, expressões e sentimentos são observados nas esculturas. A temática mais usada foi a religiosa, principalmente, representações de deuses e deusas. Cenas do cotidiano, mitos e atividades esportivas (principalmente relacionadas às Olimpíadas) também foram abordadas pelos escultores gregos. 

Arte Romana (século VIII a.C.) - Com forte influência dos etruscos, a arte romana antiga seguiu os modelos e elementos artísticos e culturais  dos gregos e chega a "copiar" estátuas clássicas. É a época da construção de monumentos públicos em homenagem aos imperadores romanos. A pintura mural recorre ao efeito tridimensional. Os afrescos da cidade de Pompéia (soterrada pelo vulcão Vesúvio em I a.C.) são representativos deste período. Um dos legados culturais mais importantes que os etruscos deixaram aos romanos foi o uso do arco e da abóbada nas construções. 

ARTE MEDIEVAL, sendo uma derivação direta da arte romana, inicia com a ARTE PALEO CRISTÃ (século II), após a oficialização do cristianismo como religião do Império Romano. Trabalharam as formas clássicas para interpretar a nova doutrina religiosa. Porém, logo o estilo clássico se pulverizou em uma multiplicidade de escolas regionais, com o aparecimento de formas mais esquemáticas e simplificadas. Na arquitetura destacou-se como o tipo basílica, enquanto que na escultura os sarcófagos assumiram papel destacado, bem como os mosaicos e as pinturas das catacumbas. A etapa seguinte constituiu a chamada ARTE BIZANTINA (século IV), incorporando influências orientais e gregas, e tendo no ícone e nos mosaicos seus gêneros principais. A ARTE ROMÂNICA (século XI) seguiu-lhe paralelamente, recebendo a influência de povos bárbaros como os germânicos, celtas e godos. Foi o primeiro estilo de arte internacional depois da queda do Império Romano. Eminentemente religiosa, a maioria da arte românica visa a exaltação e difusão do cristianismo. A arquitetura enfatiza o uso de abóbadas e arcos, começando a construção de grandes catedrais, que continuará durante o gótico. A escultura se desenvolveu principalmente no âmbito arquitetônico, com formas esquematizadas. A ARTE GÓTICA se desenvolveu entre os (séculos XII), sendo um momento de florescimento econômico e cultural. A arquitetura foi profundamente alterada a partir da introdução do arco ogival e do arcobotante, nascendo formas mais leves e mais dinâmicas, que possibilitaram a construção de edifícios mais altos e com aberturas maiores, tipificados na catedral gótica. A escultura continua principalmente enquadrada na obra arquitetônica, mas começou a desenvolver-se de forma autônoma, com formas mais realistas e elegantes inspirados pela natureza e, em parte, numa recuperação de influências clássicas. Aparecem grandes retábulos escultóricos e a pintura desenvolve técnicas inovadoras como o óleo e a têmpera, criando-se obras de grande detalhamento.

A Idade Moderna inicia no RENASCIMENTO (séculos XV e XVI), período de grande esplendor cultural na Europa. A religião deu lugar a uma concepção científica do homem e do universo, no sistema do humanismo. As novas descobertas geográficas levaram a civilização européia a se expandir para todos os continentes, e através da invenção da imprensa a cultura se universalizou. Sua arte foi inspirada basicamente na arte clássica greco-romana e na observação científica da natureza. Na pintura, novas técnicas passam a ser utilizadas: uso da tinta a óleo, por exemplo, buscava aumentar a ilusão de realidade.  A escultura renascentista é marcada pela expressividade e pelo naturalismo. A xilogravura passa a ser muito utilizada nesta época. Principais artistas: Hieronymuns Bosch; Albrecht Dürer; Jan van Eyck; Sandro Boticcelli; Donatelo; Leonardo da Vinci; Rafael Sanzio; Michelangelo Buonarotti. Giuseppe Arciboldo.

Sua continuação produziu o MANEIRISMO (meados do séc XVI), com a emergência de um maior individualismo e um senso de drama e extravagância, proliferando em inúmeras escolas regionais. O Maneirismo foi um estilo e um movimento artístico europeu que constituí manifesta reação contra os valores clássicos prestigiados pelo humanismo renascentista. O termo surge da expressão a maniera de, usada para se referir a artistas que faziam questão de imprimir certas marcas individuais nas suas obras e procuravam efeitos bizarros que já apontam para a arte moderna, como o alongamento das figuras humanas e os pontos de vista inusitados. Também foi importante nesta fase a disputa entre protestantes e católicos contra-reformistas, com repercussões na arte sacra. Shakespeare, Cervantes, Camões, Andrea Palladio, Parmigianino, Monteverdi, El Greco e Michelangelo são alguns de seus representantes mais notórios.

No período BARROCO (final do séc XVI) fortaleceram-se os Estados nacionais, dando origem ao absolutismo. Como reflexo disso a arte se torna suntuosa e grandiloquente, privilegiando os contrastes acentuados, o senso de drama e o movimento. Nas artes visuais destaca a cor e não o formato do desenho. As técnicas utilizadas dão um sentido de movimento ao desenho. Os efeitos de luz e sombra são utilizados constantemente como um recurso para dar vida e realidade à obra. Os temas que mais aparecem são: a paisagem, a natureza-morta e cenas da vida cotidiana. Principais artistas: Caravaggio; Peter Paul Rubens; Rembrandt; Gian Lorenzo Bernini; Diego Velásquez; Jan Vermeer e Antônio Francisco Lisboa “Aleijadinho”, Molière (Dramaturgo), Bach e Haendel (Compositores),

Sua sequência foi o ROCOCÓ (surgido a partir de meados do século XVIII), com formas mais leves e elegantes, privilegiando o decorativismo, a sofisticação aristocrática e a sensibilidade individual. Ao mesmo tempo se firmava uma corrente iluminista, pregando o primado da razão e um retorno à natureza. Foram importantes, por exemplo, Voltaire,Jean-Jacques Rousseau, Carl Philipp Emanuel Bach, Jean-Antoine Houdon, Antoine Watteau, Jean-Honoré Fragonard.

No final do século XVIII emergem duas correntes opostas: o Romantismo e o Neoclassicismo, que dominarão até meados do século XIX, às vezes em sínteses ecléticas, como na obra de Goethe. O ROMANTISMO enfatizava a experiência individual do artista, com obras arrebatadas, visionárias e dramáticas, enquanto que o NEOCLASSICISMO recuperava o ideal equilibrado do classicismo e impunha uma função social moralizante e política para a arte. Na primeira corrente podem ser destacados Victor Hugo, Byron, Eugène Delacroix, Francisco de Goya, Frédéric Chopin, Ludwig van Beethoven, William Turner, Richard Wagner, William Blake, Albert Bierstadt e Caspar David Friedrich, e, na segunda, Jacques-Louis David, Jean-Auguste-Dominique Ingres, Mozart, Haydn e Antonio Canova.
ARTE MODERNA  é um termo que se refere às expressões artísticas surgidas no final do século XIX, que se estenderam até a metade do século XX. Na arte moderna vê-se a influência da Revolução Industrial, das máquinas a vapor, do aumento das velocidades, da fotografia, do cinema, do avião, do estudo da mente entre outros elementos que contribuíram para a mudança do pensamento e das atitudes.

Realismo surge entre 1850 e 1900  fruto das artes produzidas na Europa. Ele foi influenciado pela industrialização que dominava a época. O homem contemporâneo entendeu que precisava ser realista, tendo uma visão mais técnica e deixando um pouco de lados as emoções humanas. Destaca a realidade física através da objetividade científica e crua. Estas obras são inspiradas pela vida cotidiana e pela paisagem natural. Aparecem fortes críticas sociais e elementos do erotismo, provocando criticas dos setores conservadores da sociedade européia do século XIX. Principais artistas: Gustave Courbet; Honoré Daumier; Édouard Manet; Jean-François Millet e Auguste Rodin. 

Impressionismo (1880) - Através da luz e da cor os artistas do impressionismo buscam atingir a realidade. Ênfase nos temas da natureza, principalmente de paisagens; Uso de técnicas de pintura que valorização a ação da luz natural; Pinceladas soltas buscando os movimentos da cena retratada, uso de efeitos de sombras coloridas e luminosas. Principais artistas: Claude Monet; Edgard Degas; Auguste Renoir e Georges Seurat.

Pós-impressionismo ( Final do séc XIX ) - Designa um grupo de artistas que procuram de várias maneiras amplia a linguagem visual da pintura para além do impressionismo. Os mais influentes pós-impressionistas foram Paul Gauguin, Paul Cézanne e Van Gogh. Outros importantes pós-impressionistas foram, entre outros, Henri Rousseau, Georges Seurat, Henri de Tourlouse-Lautrec. É o período marcado pelas experimentações  individuais. Os artistas fogem dos padrões clássicos, utilizando recursos de luz e cor. O cromatismo é muito utilizado.

O Simbolismo foi um movimento artístico e literário que surgiu na França na década de 80 do século XIX. Constituindo uma reação contra o materialismo e mecanização da civilização industrial, esta corrente rejeitava simultaneamente o Realismo, o Romantismo e o impressionismo, acreditando que a arte deveria exprimir idéias a partir de uma concepção simbolista das formas e da cor. Os pintores simbolistas apresentavam especial preferência por temáticas místicas ligadas a religião, a lendas, morte ou pecado, impregnado de forte teor moralizante, para as quais a técnica do fresco adequava perfeitamente. Principais artistas: Paul Gauguim, Odilon Redon, Maurice Denis, Sérusier, Gustav Klimt  e Edvard Munch.

Conhecendo um pouco mais: ART NOUVEAU

Art Nouveau (Pronúncia francesa: [aʁ nu'vo]) é uma filosofia e estilo internacional de arte, arquitetura e arte aplicada – especialmente as artes decorativas- que foram mais populares de 1890 – 1910. O nome “Art Nouveau” é francês para “arte nova”. Uma reação à arte acadêmica do século 19, o movimento da Art Nouveau foi inspirado por formas e estruturas naturais, não somente em flores e plantas, mas também em linhas curvas. Arquitetos tentavam harmonizar com o ambiente natural. Ela também pode ser considerada uma filosofia do desenho de mobílias, que foi desenhado de acordo com a construção e a parte feita da vida ordinária.

MOVIMENTOS DE VANGUARDA - Em seu sentido literal, vanguarda (que vem do francês Avant Garde, "guarda avante") faz referência ao batalhão militar que precede as tropas em ataque durante uma batalha. Daí deduz-se que vanguarda é aquilo que "está à frente". Desta dedução surge a definição adotada por uma série de movimentos artísticos e políticos do fim do século XIX e início do século XX. Os movimentos europeus de vanguarda eram aqueles que, segundo seus próprios autores, guiavam a cultura de seus tempos, estando de certa forma à frente deles.

Expressionismo  foi um movimento artístico e cultural de vanguarda surgido na Alemanha no ( início do século XX ), transversal aos campos artísticos da arquitetura, artes plásticas, literatura, música, cinema, teatro, dança e fotografia. Manifestou-se inicialmente através da pintura, coincidindo com o aparecimento do fauvismo francês, o que tornaria ambos os movimentos artísticos os primeiros representantes das chamadas "vanguardas históricas". O expressionismo compreende a deformação da realidade para expressar de forma subjetiva a natureza e o ser humano, dando ênfase à expressão de sentimentos em relação à simples descrição da realidade. Artistas expressionistas: Edward Munch, Amedeo Modigliani, Ernest Ludwig Kirchner; Paul Klee, Francis Bacon, Alberto Giacometti, Marc Chagal, Diego Rivera, Candido Portinari.

Fauvismo (do francês les fauves, "as feras", como foram chamados os pintores não seguidores do cânone impressionista, vigente à época) é uma corrente artística do início do século XX, que se desenvolveu sobretudo (entre 1905 e 1907). Os pintores fauvistas receberam influências de Van Gogh, através de seu emocionalismo e ardor passional pelas cores exacerbadas, e de Gauguin, com seu primitivismo e visão elementar da natureza. A nova estética é obedecer aos impulsos instintivos ou as sensações vitais e primárias. Criar desobedecendo a uma ordem intelectual, onde as linhas e as cores devem jorrar no mesmo estado de pureza das crianças e selvagens, desobedecendo às regras tradicionais da pintura. Evitam a ilusão da tridimensionalidade. Agora a tela se apresenta plana, obtendo apenas comprimento e largura. Baseiam-se na força das cores puras. Principais artistas: Henri Matisse; André Derain e Maurice de Vlaminck.

Cubismo (1907)Cubismo é um movimento artístico que surgiu no século XX, nas artes plásticas, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque.  O quadro "Les demoiselles d'Avignon", de Picasso, 1907 é conhecido como marco inicial do Cubismo. Nele ficam evidentes as referências a máscaras africanas, que inspiraram a fase inicial do cubismo, juntamente com a obra de Paul Cézanne.
Historicamente o Cubismo originou-se na obra de Cézanne, pois para ele a pintura deveria tratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Entretanto, os cubistas foram mais longe do que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e apresentassem todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.

Futurismo (1909) - Movimento inicia-se oficialmente com a publicação do manifesto futurismo, do poeta italiano Filippo Marinetti. O texto rejeita o moralismo e o passado, exalta a violência e propõe novo tipo de beleza, baseada na velocidade. As obras futuristas têm o objetivo de criar o mesmo ritmo e espírito da sociedade industrial. Os futuristas expressam a violência e representam a dinâmica e movimento, para tanto distorcem a imagem do espectadro, reproduzindo no quadro, imagens seqüenciadas como numa fita de cinema. Principais artistas: Giacomo Balla; Carlo Carra e Umberto Boccioni.

Dadaísmo  (Década de 1910) - Revolucionário, anárquico e anticapitalista, o dadaísmo, prega o absurdo, o sarcasmo, a sátira crítica e o uso de diversas linguagens, como pintura, poesia, escultura, fotografia e teatro. Embora a palavra dada em francês signifique "cavalo de madeira", sua utilização marca o non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na fala de um bebê). Para reforçar esta ideia foi estabelecido o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, desta forma, abrindo-se uma página de um dicionário e inserindo-se um estilete sobre ela. Isso foi feito para simbolizar o caráter antirracional do movimento, claramente contrário à Primeira Guerra Mundial e aos padrões da arte estabelecida na época.  Principais artistas: Hugo Ball, Francis Picabia, Marcel Duchamp e Man Ray.  

Abstracionismo (Década de 1910) - A arte abstrata tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata. Principais correntes e variações do abstracionismo:
Abstracionismo informal, lírico ou abstracionismo expressivo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma "necessidade interior". ênfase na composição livre. Principais artista: Wassily Kandinsky e Franz Marc;
O Suprematismo foi um movimento artístico russo, centrado em formas geométricas básicas - particularmente o quadrado e o círculo - e tido como a primeira escola sistemática de pintura abstrata do movimento moderno. Principal artista: Kasimir Malevitch;
O Neoplasticismo defendia uma total limpeza espacial para a pintura, reduzindo-a a seus elementos mais puros e buscando suas características mais próprias. Principal artista: Piet Mondrian;
O gestualismo, pintura gestual ou action painting é uma forma de pintura abstracta onde se pode observar o gesto pictórico. Este tipo de pintura não apresenta esquemas prévios, e surgiu em Nova Iorque, nos anos 40 do século XX, sob influência dos processos surrealistas de pintura automática. Os sinais e os gestos de pintar como meio expressivo foram as bases desse tipo de pintura. Essa corrente originou-se do expressionismo abstrato. Seu objetivo era a libertação das formas de Vladimir Tatlin. A pintura gestual recebeu influência dos chineses e japoneses. Principais artistas: Jackson Pollock, Franz Kline e De Kooning.

Construtivismo (1915) - Caracterizou-se, de forma bastante genérica, pela utilização constante de elementos geométricos, cores primárias, fotomontagem e a tipografia sem serifa. O Construtivismo teve influência profunda na arte moderna e no design moderno e está inserido no contexto das vanguardas estéticas europeias do início do Século XX.  Defende a arte funcional, que deve atender as necessidades do povo e informar sobre a revolução. A arte deve fabricar objetos para a vida do povo e não apenas luxo para os ricos. A pintura e a escultura devem ser funcionais, por isso aparecem muito ligadas à arquitetura e ao design. A escultura é a grande forma de expressão, principalmente em metal. Principais artistas: Naum Gabo e Antoine Pevsner.

Pintura Metafísica (Década de 1910) – Estilo que se contrapõem ao futurismo e cubismo. Recusa da expressão do movimento; o afastamento relativamente à estética industrial ou ligada à máquina; aprocura de objetos do quotidiano e de espaços urbanos para criar um universo misterioso. A pintura deve criar uma impressão de mistério, através de associações pouco comuns de objetos totalmente imprevistos, em arcadas e arquiteturas puras, idealizadas, muitas vezes com a inclusão de estátuas, manequins, frutas, legumes, numa transfiguração toda especial, em curiosas perspectivas. A pintura metafísica explora os efeitos de luzes misteriosas, sombras sedutoras e cores ricas e profundas, de plástica despojada e escultural. Tem inspiração na Metafísica, ciência que estuda tudo quanto se manifesta de maneira sobrenatural. Principais artistas: Giorgio de Chirico e Giorgio Morandi.

Arte Surrealista (Década de 1920) - Os artistas exploram o inconsciente e as imagens  que não são controladas pela razão. O surrealismo usa associações irreais, bizarras e provocativas. O rompimento com as noções tradicionais da perspectiva e da proporcionalidade resulta em imagens estranhas e fora da realidade.
Principais artistas: Marc Chagall; Joan Miró; Salvador Dalí; René Magritte; Max Ernst; Frida Kahlo.

Conhecendo um pouco mais: BAUHAUS E ART DÉCO

A Staatliches-Bauhaus foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo.

Art déco foi um movimento popular internacional de design que durou de 1925 até 1939, afetando as artes decorativas, a arquitetura,design de interiores e desenho industrial, assim como as artes visuais, a moda, a pintura, as artes gráficas e cinema.  Representou a adaptação pela sociedade em geral dos princípios do cubismo. Edifícios, esculturas, joias, luminárias e móveis são geometrizados. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração moderna, mesmo quando feitos com bases simples, como concreto armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim e outros materiais nobres.

Considera-se que a ARTE CONTEMPORÂNEA, em seus estilos, escolas e movimentos, tenha surgido por volta da segunda metade do século XX, mais precisamente após a Segunda Guerra Mundial, como ação de ruptura com a arte moderna.
Depois da guerra os artistas mostraram-se voltados às verdades do inconsciente e interessados pela reconstrução da sociedade. Sobrepôs-se aos costumes, a necessidade da produção em massa. Quando surgia um movimento na arte, este revelava-se por meio das variadas linguagens, através da constante experimentação de novas técnicas.
A arte contemporânea se mostrou mais evidente na década de 60, período que muitos estudos consideram o início do seu estado de plenitude.  A efervescência cultural da década começou a questionar a sociedade do pós-guerra, rebelando-se contra o estilo de vida difundido no cinema, na moda, na televisão e na literatura.
Além disso, os avanços tecnológicos foram convulsivamente impulsionados pela corrida espacial e, como mostra dessa influência, as formas dos objetos tornam-se, quase subitamente, aerodinâmicas, alusivas ao espaço, com forte recorrência ao brilho do vinil. A ciência e a tecnologia abriram caminho à percepção das pessoas, de que a arte feita por outros, poderia estar a traduzir as suas próprias vidas.
A consciência ecológica e o reaproveitamento de materiais são temas recorrentes, que se popularizaram no final do século XX. Em paralelo, a revolução digital e a consequente globalização, por meio da internet, formam o período mais recente da contemporaneidade.

De 1945 a 1965 - Entre os movimentos mais célebres estão: Arte bruta, Arte informal, Expressionismo abstrato, Arte cinética, Combine, Assemblage, Pop art, Fluxus, Op art entre outros.

Após 1965 até os dias atuais - Os movimentos mais significativos são: Minimalismo, Arte conceitual, Body art, Instalação, Hiperrealismo, Videoarte, Happening, Arte povera, Transvanguarda, Internet art, Arte urbana, Grafiti entre outros.

Pop Art  (Década de 1950) - As histórias em quadrinhos e a mídia visual e impressa são os elementos de referência da pop art. Humor e crítica ao consumismo são constantes nas obras de pop art. Principais artistas: Richard Hamilton; Allen Jones; Robert Rauschenberg; Jasper Johns; Andy Warhol; Roy Lichtenstein; e David Hockney.

Op Art (Década de 1950) - é um termo usado para descrever a arte que explora a falibilidade do olho e pelo uso de ilusões ópticas. A expressão "op-art" vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. Defendia para arte "menos expressão e mais visualização". Apesar do rigor com que é construída, simboliza um mundo mutável e instável, que não se mantém nunca o mesmo. Os trabalhos de op art são em geral abstratos, e muitas das peças mais conhecidas usam apenas o preto e o branco. Quando são observados, dão a impressão de movimento, clarões ou vibração, ou por vezes parecem inchar ou deformar-se. Principais artistas: Ad Reinhardt , Alexander Calder, Youri Messen-Jaschin e Victor Vasarely.

A arte cinética, é uma corrente das artes plásticas que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos ou ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças. Artistas como Marcel Duchamp, Alexander Calder , Vasarely , Jesus Raphael Soto , Yaacov Agam, Jean Tinguely , Pol Bury e o brasileiro Abraham Palatnik , são apontados como expoentes desta linguagem.

A arte conceitual foi iniciada nos anos 60 do seculo XX (1965); prevaleceu pela década de 70 o que implicou uma remodelação dos processos criativos e expressivos.Nesta arte valoriza-se mais a ideia da obra do que o produto acabado, sendo que às vezes este (produto) nem mesmo precisa de existir. É bastante expressada através de fotografias, vídeos, mapas, textos escritos e performances. Não existem limites muito bem definidos para que uma obra seja considerada Arte Conceptual já que esta abrange vários aspectos tendo como intenção desafiar as pessoas a interpretar uma ideia, um conceito, uma crítica ou uma denúncia. O objetivo é que o observador reflita sobre o ambiente, a violência, o consumo e a sociedade. Esta arte é vivenciada por todos os observadores do mesmo modo ou seja, ela não possui nenhuma singularidade aos olhos de quem a vê. Principais artistas: Marcel Duchamp, Sol LeWitt, Joseph Beuys, John Cage, Nam June Paik, Yoko Ono.

O minimalismo nas artes plásticas surge após o ápice do expressionismo abstrato nos Estados Unidos. Contrapondo-se a esse movimento, o minimalismo procurava através da redução formal e da produção de objetos em série. O caráter geométrico demonstra forte influência construtivista, e a limpeza formal. Quebra as barreiras até então presentes entre pintura e escultura. O design minimalista acaba por criar produtos baseados numa redução formal extremamente forte e no uso de cores neutras (ou mesmo ausência de cores). Outras características são as repetições simétricas e na música a composição com poucas notas musicais, valorizando a repetição sonora.  Sol LeWitt, Frank Stella, Dan Flavin, Philip Glass (compositor), Samuel Beckett (dramaturgo). Em oposição ao minimalismo surgiu o pós-minimalismo, neste movimento os artistas davam mais caráter humano e vivo às obras minimalistas.

Arte Povera ("Arte Pobre" em português) é um movimento artístico que se Principais artistas: desenvolveu originalmente na segunda metade da década de 1960 na Itália. Os seus adeptos utilizam materiais de pintura (ou outras expressões plásticas não convencionais, como por exemplo areia, madeira, sacos, jornais, cordas, terra e trapos) com o intuito de "empobrecer" a obra de arte, reduzindo os seus artifícios e eliminar as barreiras entre a Arte e o quotidiano das sociedades.
Esta corrente artística surgiu e desenvolveu-se ao longo da década de 1970, período em que os artistas voltaram a sua atenção para as temáticas da natureza e seus derivados, rompendo com os processos industriais e revelando a sua critica ao empobrecimento de uma sociedade guiada pelo acumular de riquezas materiais.

Hiperrealismo é um gênero de pintura e escultura que tem um efeito semelhante ao da fotografia de alta resolução. O hiperrealismo é uma evolução do fotorrealismo. Os hiperrealistas acrescentam maior emotividade às obras do que os fotorrealistas. Artistas fotorrealistas: Ralph Goings, Chuck Close, Don Eddy, Robert Bechtle, Richard McLean, Klapheck e Delcol. Principais artistas hiperrealistas: Chuck Close, Ron Mueck, Jorge Melício, Sam Jinks.  

 

Novas formas de expressão da arte contemporânea


Uma instalação (krafts) é uma manifestação artística onde a obra é composta de elementos organizados em um ambiente. É uma obra de arte que só "existe" na hora da exposição, é montada na hora, e após isto é desmontada, sendo que de lembrança da mesma só ficam fotos e recordações...
Uma das possibilidades da instalação é provocar sensações: frio, calor, odores, som ou coisas que simplesmente chamem a atenção do público ao redor. Principais artistas: Anish Kapoor, Lee Bul, Christo e Jeanne-Claude, Barbara Kruger, Richard Long, Chen Zhen.

Intervenção Urbana é um tipo de manifestação artística, geralmente realizada em áreas centrais de grandes cidades. Consiste em uma interação com um objeto artístico previamente existente (um monumento, por exemplo) ou com um espaço público, visando colocar em questão as percepções acerca do objeto artístico. São trabalhos notadamente voltados para uma experiência estética que procura produzir novas maneiras de perceber o cenário urbano e criar relações afetivas com a cidade que não a da objetividade funcional que aplaca o dia-a-dia. A intervenção artística tem ligações com a arte conceitual e geralmente inclui uma performance. Consiste em um desafio ou, no mínimo, um comentário sobre um objeto (eventualmente, um objeto artístico) preexistente, através de grafites, cartazes, cenas de teatro ao ar livre ou acréscimo de outros elementos plásticos, de forma a modificar o significado ou as expectativas do senso comum, quanto a esse objeto.

Intervenção é o acréscimo de elementos em uma obra de arte; ou também usado para qualificar o procedimento de promover interferências em imagens, fotografias, objetos ou obras de arte preexistentes. Intervenção, nesse caso, possui um sentido semelhante à apropriação, contribuição, manipulação, interferência. Colagens, assemblages, montagens, fotografias e desenhos são trabalhos que frequentemente se valem desse tipo de procedimento.

Conhecendo um pouco mais: RELEITURA

A releitura é uma nova versão de uma obra de arte já existente. Assim como o termo, a “releitura” é uma nova forma de ler e ver a obra, uma forma de criticá-la ou homenageá-la em forma de imagem, escultura, música ou vídeo.

Intervenção Urbana é um tipo de manifestação artística, geralmente realizada em áreas centrais de grandes cidades. Consiste em uma interação com um objeto artístico previamente existente (um monumento, por exemplo) ou com um espaço público, visando colocar em questão as percepções acerca do objeto artístico. São trabalhos notadamente voltados para uma experiência estética que procura produzir novas maneiras de perceber o cenário urbano e criar relações afetivas com a cidade que não a da objetividade funcional que aplaca o dia-a-dia. A intervenção artística tem ligações com a arte conceitual e geralmente inclui uma performance. Consiste em um desafio ou, no mínimo, um comentário sobre um objeto (eventualmente, um objeto artístico) preexistente, através de grafites, cartazes, cenas de teatro ao ar livre ou acréscimo de outros elementos plásticos, de forma a modificar o significado ou as expectativas do senso comum, quanto a esse objeto.

Conhecendo um pouco mais: GRAFITI

Grafíti (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Alguns artistas expoentes na arte do Grafiti: Jean-Michel Basquiat, Os gêmeos, Banksy.

Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o terreno natural, em vez de prover o ambiente para uma obra de arte, é ele próprio trabalhado de modo a integrar-se à obra.
Em resumo é uma forma de intervenção onde o suporte é a própria natureza. Esta intervenção pode ser realizada na paisagem, no espaço natural ou até mesmo utilizando elementos naturais. A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como consequência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia.
Principais artistas: Robert Smithson, Robert Morris, Richard Long, Frans Krajcberg, Christo e Jeanne-Claude.

A Body Art (do inglês, arte do corpo) é uma manifestação das artes visuais onde até o corpo do próprio artista pode ser utilizado como suporte ou meio de expressão. Surgiu no final da década de 60 como uma das mais populares e controvertidas formas de arte a se disseminar. Em uma abordagem mais específica, surgiu como reação à impessoalidade da arte conceitual e do minimalismo, em análise mais ampla tem sido considerada um prolongamento destes.
O espectador pode atuar não apenas de forma passiva, mas também como voyeur ou agente interativo. Via de regra, as obras de Body art, como criações conceituais, são convidam: à reflexão, ao enfado, ao choque, ao distanciamento ou ao riso. Foi na década de 1960 que essa forma de arte se popularizou e se espalhou pelo mundo. Há casos em que a body art assume o papel de ritual ou apresentação pública, apresentando, portanto, ligações com o Happening e a Performance.
Alguns artistas que trabalharam com Body Art: Yves Klein, Youri Messen-Jaschin

Performance designa as apresentações de dança, canto, teatro, mágica, mímica, malabarismo, referindo-se ao seu executante como performer. Na segunda metade do século XX surge um gênero artístico nos Estados Unidos que se chama Performance Arte (Performance Art) que surge como uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que - assim como o happening - pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo, com ou sem público. Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um "roteiro" previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros - através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos - para se tornar conhecida do público.

O happening (traduzido do inglês, "acontecimento") é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaneidade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação.

Conhecendo um pouco mais: LIP DUB e FLASH MOB

Lip dub ou LipDub é um tipo de vídeo que combina sincronização labial ou dublagem de áudio para produzir um videoclipe musical. É habitualmente produzido filmando grupos de pessoas que fazem sincronização labial ao som de um aparelho móvel de reprodução musical, sendo o áudio original reposto mais tarde na edição do vídeo.

Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social. Os mais comuns são aquelies que envolvem um grupo de pessoas que realizam coreografias ou músicos que aos poucos vão se juntando em orquestra. Outros flash mobs organizam-se em eventos como o Subway Party (neste dia as pessoas viajam de metro sem calças) e Zombie walk (Marcha dos zumbis, os participantes se fnatasiam de zumbis e saem as ruas). O Urban Playground (usar o espaço urbano para promover encontros onde as pessoas possam divertir-se, como uma batalha de bolhas de sabão, uma gigantesca luta de travesseiros, batalhas medievais com armas e armaduras de papelão) Subway Party, Zombie walk, Pillow Fight.

Arte e tecnologia nas expressões contemporâneas


A arte sempre acompanhou a história da humanidade, desde aspetos culturais, sentimentais e ideológicos. Com os avanços científicos, surgimento de novas tecnologias e meios de comunicação, os artistas contemporâneos passaram a incorporar mecanismos e descobertas científicas nas formas de expressão artística. Veremos algumas:

A  vídeo-arte  é uma forma de expressão artística que utiliza a tecnologia do Video em artes visuais. Desde os anos 1960, a videoarte está associada a correntes de vanguarda. Alguns dos principais representantes deste tipo de arte são Nam June Paik, Wolf Vostell, Joseph Beuys, Bill Viola, Gary Hill.

Internet art ou web art é a designação de um movimento global de arte contemporânea a qual é produzida "para" e "pela" internet. Depois que a rede mundial de computadores deixou de ser de uso exclusivo dos cientistas e militares, os artistas encontraram na “web” uma possibilidade de expressão e interação com o usuário.
Umas de suas principais características estéticas envolvem a interatividade, por meio da qual o interagente, atuador ou usuário é capaz, em alguns casos, de modificar o conteúdo do que está sendo acessado, em tempo real, de modo a transformar o evento em função de sua participação.

Arte computacional, também conhecida como Arte Tecnológica, busca desenvolver métodos e técnicas computacionais numa perspectiva estética.

Arte digital ou arte de computador é aquela que se produz no ambiente gráfico computacional. Tem por objetivo criar obras de artemultimídia por intermédio de software e hardware, em um espaço virtual. Existem diversas categorias de arte digital, tais como: pintura digital, impressão digital, modelagem digital, fotografia digital, animação digital, vídeo digital entre outras. Os resultados também podem ser apreciados depois de "impressos" em um suporte 2D ou em um objeto 3D, mas são melhor exibidos no próprio ambiente em que foram produzidos. 

A arte transgênica é uma nova forma de arte baseada no uso de técnicas da engenharia genética para criar seres vivos únicos, A natureza desta nova arte é definida não somente pelo nascimento e crescimento de uma nova planta ou animal, mas acima de tudo pela relação entre artista, público e organismo transgênico. Organismos criados no contexto da arte transgênica podem ser levados para casa pelo público para ser criados no jardim ou como companheiro em relação dialógica com os humanos.


Fontes: Wikipédia e diversos sites.