segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Luz e sombra




A luz e a sombra são elementos fundamentais da linguagem visual. Com elas podemos criar no desenho, na pintura e escultura belíssimos efeitos como o de dilatação do espaço, o de profundidade e o de valorização da parte mais iluminada. Podemos também variar o significado das imagens, criando efeitos dramáticos, irônicos, grotescos e poéticos.

Todo objeto não transparente exposto à luz determina uma sombra.  Vamos estudar cada elemento importante da luz e da sombra. Começando pela luz, que pode ser natural ou artificial:

Luz natural: é quando o objeto recebe luz do sol.

Luz artificial: é quando o objeto recebe luz de maneira artificial (lâmpada, vela, etc.).

Você poderá observar que, quando um foco luminoso (natural ou artificial) emite seus raios sobre um objeto, este se apresentará com uma zona iluminada e outra sombreada. O objeto então projeta, sobre o chão ou sobre outros objetos próximos, a sombra de si próprio. 

Definindo as sombras:



Sombra: é a parte privada de luz. Iluminar um objeto é banhá-lo de luz.



·  Sombra própria: é a que está no próprio objeto e aparece sempre que ele esteja voltado para um ponto de luz: a parte iluminada do objeto faz sombra na parte que ficou atrás. A sombra própria varia de intensidade: fica mais escura ou mais clara de acordo com a intensidade de luz sobre o objeto.

·  Sombra projetada: é a que aparece fora do objeto; decorre do mesmo ponto de luz que, incidindo sobre o objeto, forma a sombra própria.


clique na imagem para ampliar


 As faturas do lápis: 
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Esbatido
(É simples deslizar do lápis pelo papel criando áreas mais escuras)
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Esfumado
(Efeito de fumaça, feito esfregando o dedo, algodão, papel ou esfuminho no grafite do desenho)
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Pontilhado
(São pontos criados com o lápis pra crias áreas mais claras, 
quando são dispersos e áreas mais escuras, quando são aglomerados)
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Hachuras
(São riscos e tramas de linhas que criam efeitos de áreas mais claras quando 
afastados e escuras quando são bem próximas)
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Chapado
(É o efeito contrastante de áreas escuras com área clara, não existe meios tons neste caso)
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O GRAU DE DUREZA DO LÁPIS DE GRAFITE:


Dureza "B" - (GRAFITE MACIO) - Próprio para desenhar e fazer efeitos de sombreamento.
Dureza "HB" - (GRAFITE MÉDIO) - Ideal para escrever.
Dureza "F" - (GRAFITE MÉDIO) Lápis para esboçar desenhos.
Dureza "H" - (GRAFITE DURA) Lápis para projetos e desenhos técnico ou que exigem precisão.





Classificação dos lápis de grafite 

(http://www.cursoonline.pro.br/tipos-de-lapis/)


Designers gráficos costumam fazer os rafes (rascunhos, rabiscos) a lápis, antes de usar qualquer ferramenta como Photoshop ou Illustrator.
Os lápis de grafite podem ser classificados pela dureza do grafite, do mais suave (macio), que resulta preto, ao mais duro, que resulta num acinzentado (grafite).
Acredita-se que este sistema de classificação foi desenvolvido por um fabricante de lápis da Inglaterra no início do século XX. São normalmente utilizados para a escrita e para desenhos, e não são, necessariamente, voltados à arte.

A dureza do lápis é classificada em 4 tipos: BHF e HB.

  • B representa blackness, negritude;
  • H representa hardness, dureza;
  • F representa fine, fina (ponta fina);
  • HB representa um limiar entre B e H, que caracteriza um lápis comum, para escrita.


Qual Lápis Usar


A escolha é muito pessoal, mas dá para estabelecermos um "quase padrão":

  • Rafes, projetos, estudos (inclusive artísticos), áreas escuras e grandes
    Utilize lápis extremamente macios: 9B a 4B
  • Para Desenhos a mão livre
    macios: 3B a B
  • Para Desenhos Lineares (inclusive escrita)
    dureza média: HB ou F
  • Para Desenhos Técnicos
    rígidos: H ou 2H
  • Para gráficos e detalhes (inclusive artísticos)
    muito rígidos: 3H a 5H
  • Para Litografia, Xilogravura ou outros fins especiais
    extrema rigidez: 6H a 9H




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Atividade –  FATURAS DO LÁPIS GRAFITE.
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Preencha os quadros abaixo com faturas  pedidas usando apenas o lápis de grafite. (preferência lápis B)
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A Retícula
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(Segundo a Wikipédia) Retícula (Screentone em inglês) é um nome genérico da técnica de finalização artística muito usada em histórias em quadrinhos e na pop art e que consiste em imprimir, por decalque, texturas sobre o papel.
Uma folha de retícula é composta por uma camada flexível e transparente que contém a textura impressa. A folha de retícula é colocada sobre o papel, com a textura para baixo e ao ser esfregada com o lado cego de uma lâmina transfere a textura para o papel.
As retículas são usadas por ilustradores e artistas, especialmente para sugerirem cores. A aplicação tem sido simplificada através da computação gráfica e o surgimento de retículas digitais, mas as retículas tradicionais ainda são usadas por alguns autores de mangá.
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.Ficheiro:Screen tone example.svg
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Aula de desenho: Luz e sombra
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Como fazer sombreamento:
 
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Como fazer sombreamento:
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A Natureza Morta
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Em arte, esta técnica quer dizer que pintamos as formas conforme as vemos, imóveis, e não necessariamente mortas.
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Os artistas representavam flores, frutos e outros objetos que conseguiam formar uma composição.
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Para desenhar Natureza Morta podemos fazer uma representação fiel e objetiva ou uma interpretação subjetiva, ou seja, uma interpretação pessoal, que é própria do artista.
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Essa técnica foi muito utilizada no renascimento Italiano porque os artistas podiam estudar as formas mais de perto, levando em consideração a textura, o volume, a luminosidade, a sombra e a proporção; apenas não tinham, ainda dado um nome a essa técnica.
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A Natureza Morta teve importância na arte oriental e foi explorada nos mosaicos gregos e romanos, mas só surgiu como tema independente, no Ocidente, no século XVI, com Caravaggio (no movimento Barroco), no século XVII.
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Cézanne, que fez parte do movimento Pós-Impressista, também trabalhou essa técnica a sua maneira. Assim como Van Gogh e Picasso, cada um pintando com seu ponto de vista e estilo.
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As obras acima têm como tema "natureza morta", do pintor Paul Cézzane
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Caravaggio - "Natureza-Morta com Frutas" (1605)
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Giovanna Garzoni - "Prato com Cerejas" (c. 1700)
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Claude Monet - "Natureza-Morta com Pêras e Uvas" (1880)
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Vincent Van Gogh - "Girassóis" (1889)
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Paul Cézanne - "Natureza-Morta com Maçãs e Laranjas" (1905)
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Giorgio Morandi - "Natureza-Morta" (1939)
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Alfredo Volpi - "Natureza-Morta" (s.d.)
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Pablo Picasso - "Natureza-Morta com Crânio e Jarro" (1945)
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Henri Matisse - "Natureza-Morta com Romãs" (1950)
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Roy Lichtenstein - "Natureza-Morta Cubista" (1974) .
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leia mais neste blog: Perseu e Medusa
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Atividade – SOMBREAMENTO.
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Faça o sombreamento nas imagens abaixo usando as faturas que você aprendeu. Escreva o nome da técnica que você empregou.  .
Neste desenho use apenas o lápis de grafite:
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 Neste desenho use apenas o lápis de grafite:
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Atividade –  NATUREZA MORTA.
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Escolha uma das imagens abaixo, imprima em um papel em formato A5 (metade do A4) e pinte-a com lápis de cor fazendo sombreamento (Lembre-se das sombras próprias e das projetadas) com as técnicas de faturas que você aprendeu.  Não esqueça de escrever o nome dessas técnicas. Capriche!
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.. BARROCO .. .
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Teatral! Assim se poderia definir a fusão da pintura, da escultura e da arquitetura que surgiu por volta de 1600, primeiro na Itália, estendendo-se depois à França, à Espanha e aos Países Baixos (Holanda e Bélgica).
O Barroco caracteriza-se pelo forte contraste do claro e escuro (luz e sombra) e principalmente pelos temas religiosos.
A arte barroca é extremamente ornamentada; os gestos das figuras visam provocar no espectador emoção e compreensão do drama humano, encenado na tela ou na escultura.
Alguns mestres desse período são:
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 Carravaggio (Itália) 
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Bernini (Itália)
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Velásquez (Espanha)
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Rubens (Países Baixos)
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Rembrandt (Países Baixos) .
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Veermer (Países Baixos).
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Van Dick (Países Baixos)
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Barroco no Brasil
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No Brasil, o Barroco surgiu um poço mais tarde, no decorrer do séc XVIII. Foi principalmente nas cidades históricas de Minas Gerais, em salvador (BA) e em Olinda (PE) que o movimento teve sua maior expressão.

É principalmente na arquitetura das igrejas e em seu interior que encontramos as maiores jóias do Barroco brasileiro.

Desse período destacam-se dois grandes artistas: o pintor Mestre Athayde (1762-1830), com suas virgens e anjos mulatos, e o genial escultor e arquiteto Antônio Francisco Lisboa (o Aleijadinho, nascido em 1730), com suas esculturas em pedra-sabão e a representação da Paixão de Cristo, esculturas em madeira policromada. Dentre as igrejas projetas pelo artista está a de são Francisco, localizada em Ouro Preto (MG).
Antônio Francisco Lisboa morreu pobre e abandonado em 1814 e foi enterrado como indigente. Hoje suas obras são conhecidas e prestigiadas mundialmente.
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Aula de Arte: Barroco
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2 comentários:

  1. Seu blog é maravilhoso e de uma contribuição espetacular. obrigada por apresentar materiais tão ricos.

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  2. Adorei seu blog. Que bom saber que a pessoas que dividem suas ideias, seus conhecimentos. Parabéns pelo trabalho.

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